January 10, 2012

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cara.jpg


Eu sou tão feliz
que chego a ficar triste
quando tem tanta alegria
que não sei pra onde vai
de onde vem
porque me sai.


Eu sou tão feliz
que não entendo caras fechadas
tristes fachadas
empresas carrancudas
e por aí vem
e por aí vai.


Eu sou tão
tão como um qualquer.

Eu sou tão
mentiroso.

postado por claudia ( 7:17 PM) | escreva também (0)

December 31, 2011

2012

velas.jpg

Eu desejo
mais desejo.

postado por claudia ( 7:00 PM) | escreva também (0)

December 30, 2011

2

grampos.jpg


Eu preciso ser amada
mas não tolhida.
Eu preciso que você se preocupe comigo
mas não a ponto de controlar minhas doses
de (mau) humor
de amor
desamor
de vinho
de tinto
e de brancos.

Eu preciso de espaço
mesmo entre os teus braços.
Preciso poder caminhar solitária dentro de mim
sem olhar para o relógio
sem ter hora pra chegar
e preparar a tua comida.

Preciso me sentir
voltando aos meus mundos imaginários
para poder sobreviver no real.
(Eu sou assim nas entranhas:
cheia de unicórnios num vale
sereias num rio
e centauros no meio de plantações de arroz.)

Preciso de menos exigências
menos perguntas
menos controladores de meus vôos
mas tudo em poucos mililitros
senão me embriago.

Preciso ser mais eu
mesmo que você queira
que o meu mundo só gire
em volta de nós.

postado por claudia (10:08 PM) | escreva também (0)

December 20, 2011

vela.jpg

Ando tão assim, sem poesia.
Sem palavras
uma abaixo
da outra
e de novo
mais uma
tentando fazer um poema
belo
sincero
que segure
um verso
no outro
e se equilibre firme
e pare em pé
assim.

Mas ando, tão assim, sem poesia.

postado por claudia ( 9:19 PM) | escreva também (0)

December 17, 2011

Hoje

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Sábado torturante
onde nenhum dinheiro
cirurgia
doce de leite
ou reencarnação
conserta o ontem.

postado por claudia ( 7:52 PM) | escreva também (0)

December 13, 2011

Prêmio Biblioteca Nacional

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É com muita alegria que registro aqui este Prêmio que o Leia-me Toda recebeu. O livro ficou em terceiro lugar na Categoria Poesia. Foram mais de 80 livros analisados. É uma honra estar entre os melhores do Brasil, ao lado de nomes como Charles Kiefer e Moacyr Scliar que foram classificados nas categorias Ensaio Literário e Romance, respectivamente.

A capa do livro também foi indicada ao Prêmio Açorianos 2011, ficou entre os 3 selecionados. E só esta indicação também é uma grande alegria já que a arte dela foi concebida por mim e produzida pelo Felipe Drummond que eu também agradeço muito por ter abraçado o projeto.

Enfim, Leia-me Toda nasceu em dezembro do ano passado e 1 ano depois ganhou estes destaques. Alegria que me dá a poesia, mais uma vez.

postado por claudia ( 7:02 PM) | escreva também (0)

December 11, 2011

Hoje pela manhã

orqui perfil.jpg


Uso o teu desodorante
pra te sentir
o dia todo
ininterruptamente
em mim.

postado por claudia (12:52 PM) | escreva também (0)

November 26, 2011

Comida

frutas.jpg


Disposta a cozinhar aos montes
como se abundante eu fosse.
Como se na tua mesa, a minha comida não faltasse
como se eu tivesse vidros e vidros de cereja
na despensa indispensável
como se o lombo dourado
estivesse sempre pronto
para ir ao prato.

Disposta a usar somente o avental
já que é regra na cozinha
e lavar os corações de alface na água envinagrada
e pegar os tomatinhos brandos
as couves em filetes milimétricos
e embeber em vinho
tais pequenas doses de vida
e tédio.

Pronta para colocar na fervura
os sassamis de frango e o ventre
(o meu útero é a tua panela)
pegar dois ovos
sem quebrar tais gemas
e bater e bater os restos
depois tirar do forno
com um pouco de dificuldade
já que o parto é demorado
fervoroso
e animal.

E então te servir assim
com tudo a gosto
e de bom grado.
(Sabor meu e teu, misturados
dando um novo toque à mesa
onde o lençol faz as vezes
da toalha xadrez.)

postado por claudia ( 9:09 AM) | escreva também (1)

November 18, 2011

Tem poesia

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Tem poesia perdida
por aí
dentro de um cofre
guardando segredos velhos.
Dentro da gaveta de remédios
tem outra
pronta para tirar tuas dores de anos.
Tem mais de uma vencida
no fundo do baú fechado
bem debaixo da cama do teu colchão
ácaro.
Tem a poesia daquele dia
que ficou no diário
chaveado.
E tem outra no balcão da pia
amarrada ao cano enferrujado que ainda pinga
aos choros.
A poesia que decorei está toda empoeirada
numa sala fechada
de um destes prédios velhos
escondida dentro do ar condicionado central
que não mais funciona.
Tem poesia
mas o que ela tem pra dizer
passou.

postado por claudia ( 7:33 PM) | escreva também (0)

October 26, 2011

Singelo

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Às vezes eu te amo mais
às vezes eu te amo menos.

Mas eu sempre te amo.

postado por claudia (10:19 PM) | escreva também (0)

 

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